Por enquanto há apenas um candidato: Marco Polo del Nero, vice da CBF e homem forte da entidade. Mas Rubens Lopes, o Rubinho, deixa no ar a possibilidade de uma candidatura de oposição. "Eu não serei candidato, mas não sei se será chapa única", disse, deixando no ar a possibilidade de que um grupo de federações dissidentes lancem um outro nome.
Rubinho negou que o grupo dissidente tenha se desfeito. "As reuniões continuam, falamos muito de futebol", confirmou, misterioso, sem querer afirmar que o presidente da Federação Gaúcha, Francisco Nevelletto, possa ser da chapa contrária a Del Nero. "Tem que perguntar para ele", disse sem tirar todas as chances de um candidato. "Se tiver mais votos que outro na urna, sim (pode ganhar)", ironizou.
É justamente a chegada de Del Nero à vice-presidência da CBF que deixou Rubinho em uma suposta oposição a Marin. Pela ordem de revezamento entre Rio e São Paulo para o cargo ocupado por Del Nero era a vez do Rio. "O presidente Marin foi indicação do Rio", lembrou, elogiando politicamente a gestão de Marin. "Se alguém disser o contrário está mentindo. O que é bom está apoiado", disse Lopes.
Rubinho faz mistério para evitar polêmica, mas os bastidores da Granja Comary foram em ritmo de eleições. Todos os envolvidos vieram até Teresópolis para observarem e serem vistos. "Não exito nada em troca de voto. No dia 16 de abril vocês vão saber em quem vou votar. Se o voto for secreto eu revelo em seguida".

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